Cheguei meio de mansinho. Era um evento especial. Centenas e centenas de pessoas de várias regiões de minas para o Seara, um evento organizado pela RCC em Viçosa. E eu lá, no meio deles. Cheguei no lugar da celebração antes da missa. Procurei meus amigos, mas não os achava. Até que um querido irmão me mostrou onde eles estavam. O alívio foi imediato.
Conversa vai, papo vem e chega a hora da missa. Era a segunda vez que eu participava de uma celebração que não fosse entre protestantes. Quando tudo começou achei diferente. Nos momentos músicais, as pessoas levantavam seus braços de forma sincrônica, como um enorme grupo de dança. Bom, eu como um tradicional chato, fiquei só observando, mas gostando! De vez enquando eu olhava para expressões faciais do fiéis. Me impressionava! Em cada frase dita pela celebrante, um sentido verdadeiro que me conduzia à adoração. Na invocação da Trindade, a familiaridade: as diferenças já não eram importantes naquele instante.
Mas o momento marcante foi a no ato penitencial. Foi quando orei a Deus com a sensação de centenas de irmãos concordando comigo, mesmo eles não sabendo quem eu era. Foi quando reconheci a bondade misericordia de Deus, porém, de forma mais forte, uma vez que estava rodeados de irmãos que, se me olhavam, me viam como parte da mesma família da fé. Foi emocionante.
Enfim, um momento especial. Primeiro pela adoração, segundo, por estar em comunhão com amigos e, em terceiro, por experimentar da Graça de Deus num lugar diferente para mim. Como disse o salmista, o pardão encontrou casa e a andorinha ninho para sí. E eu, Senhor, encontrei os teus altares, num lugar onde outrora não imaginava.
Doce diferença!
Daniel, Gustavo (eu mesmo), Renato, Ana Luisa e André